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Ser justificado é ser declarado "isento de culpa", e esse estado pode ser obtido diante de Deus somente de duas formas: obedecer à lei tão à risca que nunca pequemos (Romanos 2:13; Galátas 3:10-14) ou, havendo pecado, receber o perdão de Deus. Visto que "todos pecaram" (Romanos 3:23), buscar justificação por meio de um sistema de lei é se pôr debaixo da maldição (da perfeição exigida). A salvação deve ser encontrada em Cristo, que nos redimiu da maldição da lei, "fazendo-se ele próprio maldição em nosso lugar" (Galátas 3:13). Mas isso exige "fé" em Cristo (Romanos 3:24-26). É nesse contexto que Paulo conclui: "o homem é justificado pela fé, independentemente das obras da lei" (Romanos 3:28). Ele nos afirma que isso não anula a lei, mas a confirma (Romanos 3:31, o texto grego, de fato, não tem artigos antes da palavra lei).
Quando Paulo apresenta Abraão como exemplo de alguém justificado pela fé (Romanos 4:1-5), ele está contrapondo a confiança humilde na misericórdia de Deus (para o perdão, Romanos 4:6-8) com a confiança arrogante em si mesmo (para obedecer à lei à risca, Romanos 4:4). Atenção: "se Abrão foi justificado por obras, tem de que se gloriar" e "o salário . . .é considerado . . . como dívida" (Romanos 4:2, 4). Nesse contexto, quem "não trabalha" se refere àquele que reconhece suas falhas, não reivindica justiça baseando-se na "lei", mas "crê naquele que justifica o ímpio" (Romanos 4:5). Tudo se esclarece quando se leva em conta o contexto. Mas para os que acreditam que o homem é totalmente depravado e tem que ter alguma regeneração miraculosa, a "fé" de Abraão se torna uma "experiência" ou "fé somente", e pensa-se "não pelas obras" nega a relação entre a obediência da fé e a justiça. Se quisermos ter fé como Abraão, precisamos entender a qualidade e o caráter desta fé.
Antes de Abraão deixar a Mesopotâmia, Deus apareceu-lhe com um chamado e uma promessa (Atos 7:2-4). Abraão "obedeceu" e "partiu" pela fé (Hebreus 11:8-10). Mais tarde, aos 75 anos de idade, saiu de Harã para Canaã (Gênesis 12:4). Deus apareceu para ele em Siquém, e somos informados de que construiu altares para o Senhor e "invocou o nome do Senhor" (12:7-8; 13:4, 18). Quando irrompeu a guerra e Abraão resgatou a Ló, ele pagou o dízimo a Melquisedeque, o sacerdote de Deus; e Melquisedeque, tipo de Cristo, abençoou "a Abrão e disse: Bendito seja Abrão pelo Deus Altíssimo" (14:18-19). Tudo isso antes de se dizer a respeito de Abraão: "Ele creu no Senhor, e isso foi lhe imputado para justiça" (Gênesis 15:6). Claramente, esse testemunho específico não caracteriza uma "experiência de fé" inicial.
Aliás, a declaração "ele creu . . . e isso foi lhe imputado para justiça" se faz em três períodos completamente diferentes da vida de Abraão. 1) Em Gênesis 15:6, quando foi informado de que teria inúmeros descendentes, ele demonstrou a continuidade da fé que havia muito se tinha firmado (acima). 2) Romanos 4:19-22 nos conta que, por volta dos 100 anos, ele creu em Deus com respeito ao fato de Sara ter um bebê, "e isso foi lhe imputado para justiça". Novamente, 3) quando Isaque era "rapaz" (crescido o bastante para levar lenha para o monte com seu pai S Gênesis 22:6), a fé de Abraão foi provada, e conta-se que ele "creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça" (Tiago 2:23). A "fé" de Abraão não era nenhuma experiência miraculosa. Era uma vida de obediência e serviço humildes de acordo com a vontade revelada de Deus. A justificação não era um acontecimento isolado no tempo, mas acompanhou a fé de Abraão por toda a vida.
Abraão não mereceu nem ganhou como salário a justificação, tampouco a vida perfeita de Cristo foi "imputada a ele". Romanos 4:3 afirma: "isso [a fé dele] foi lhe foi imputado para justiça". Essa "bênção" é então definida como o perdão dos pecados (4:6-8). O meio de obtermos a salvação é Jesus Cristo, a operação é o perdão, e a condição é a fé, conforme determinado e exemplificado na vida de Abraão. Nós nos aproximamos de Cristo "mediante a fé . . . porque todos quantos fostes batizados em Cristo de Cristo vos revestistes" e nos tornarmos descendentes de Abraão (Gálatas 3:26-29). Quando a nossa fé é bastante parecida com a de Abraão para fazermos o que ele mandar, recebemos o perdão dos pecados passados. À medida que continuamos a caminhar na vereda da fé, confessando os pecados e pedindo perdão, temos Cristo como advogado e veículo de misericórdia no futuro (1 João 1:5-2:2).
Observe em Hebreus 11 as características da fé de Abraão. Era centrada em Deus, não nele mesmo. Levava-o a obedecer, "sem saber aonde ia". Pela fé, ele buscou uma cidade celeste e tinha alvos eternos. Sua fé foi tal, que ele não vacilou, nem olhou para trás. Ela permitia que ele enfrentasse a dura prova de oferecer o filho. Não admira que a afirmação foi repetida várias vezes de que sua fé lhe foi imputada por justiça. E Paulo disse aos romanos: "E não somente por causa dele está escrito que lhe foi levado em conta, mas também por nossa causa, posto que a nós igualmente nos será imputado, a saber, a nós que cremos naquele que ressuscitou dentre os mortos a Jesus, nosso Senhor" (Romanos 4:23-24).
1 - Em que se consiste a pregação de João ?
Jesus - o Filho de Deus - O versículo chave do evangelho de João é o trigésimo primeiro do capítulo 20, que diz : "Estas coisas foram escritas para que creiais que Jesus é o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome."
Enquanto os evangelhos sinóticos apresentam Jesus sob outros enfoques, João o apresenta como Filho de Deus. Esse foi o objetivo que teve ao escrever seu evangelho, que se diferencia bastante dos demais. João era o discípulo amado, o mais chegado ao Mestre. Ele era o mais íntimo e o mais místico. Seus escritos enfatizam os aspectos espirituais do ministério e dos ensinamentos de Jesus. Não se detém muito na narrativa simplesmente histórica. Através desse evangelho, conhecemos mais sobre a divindade de Cristo.
O amor - O discípulo amado era especialista nesse assunto. Lembremo-nos, por exemplo, do texto contido no capítulo 3, verso 16 : " Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna." Esse é o versículo mais conhecido da Bíblia. A ênfase de João recai sobre o valor do amor de Deus pelos homens e sua atuação em seus corações, muito mais que em suas mentes.
2 - Qual a posição de Cristo perante Deus e o Espírito Santo ?
A trindade divina é um dos maiores mistérios da teologia. Como Deus pode ser um só e aos mesmo tempo três pessoas ? Tudo o que pudermos responder, além do que a Bíblia diz, será apenas uma noção vaga da questão. Alguns exemplos e comparações são úteis, mas estamos sempre correndo o risco de tirar conclusões equivocadas.
Contudo, vamos arriscar a dizer que a trindade está organizada hierarquicamente na seguinte ordem decrescente : Pai, Filho, Espírito Santo. O Pai enviou o filho ao mundo. O Filho e o Pai enviaram o Espírito Santo. Organização é um termo correto nesse assunto. Hierarquia já é questionável.
Além disso, podemos dizer, com certeza, que Cristo tem os mesmos atributos do Pai e do Espírito Santo. Suas funções, porém, não são as mesmas. além dos atributos comuns à trindade, Jesus tem características exclusivas. Além de ser Deus, ele é um ser humano, possui uma alma humana e um corpo humano glorificado.
3 - Qual o significado da palavra Messias e o que representa ?
A palavra Messias vem do hebraico e significa "ungido" . Esse termo era usado no período do Velho Testamento em referência ao libertador que Deus havia prometido para o povo de Israel. Mais precisamente, o Messias seria um rei, da linhagem de Davi, que estabeleceria um domínio eterno de paz, justiça e santidade. ( Jr.23:5-6).
Ele seria "ungido" porque todos os reis de Israel, assim como os sacerdotes e profetas, eram ungidos para exercerem seu ministério. Esta unção simboliza a operação do Espírito Santo em seu ministério. Os israelitas desenvolveram uma expectativa política em relação ao Messias. Esperavam um rei político que os libertasse da opressão das outras nações. Na época do nascimento de Cristo, essa opressão estava representada pelo Império Romano. Até outros povos conheciam a expectativa judaica e sua ênfase política. Vemos isso no episódio dos magos do oriente. Eles vieram a Jerusalém, capital de Israel , e procuraram, no palácio de Herodes, o recém-nascido rei dos judeus. Procuraram Jesus onde normalmente um rei deveria estar. Todavia, o reino de Jesus não veio com visível aparência; não era um reino deste mundo mas espiritual. A expectativa política se evidenciou até entre os discípulos. Dois deles queriam se assentar ao lado do trono de Jesus. No último instante, antes da ascensão, tornaram a tocar na questão do reino de Israel, que, segundo eles , deveria ser restaurado por Cristo. Essa não era a perspectiva correta acerca do Messias. Ele estabeleceu um reino espiritual que jamais terá fim. Quando for tocada a última trombeta, esse Reino tomará características também políticas e aí então, o Messias regerá as nações com cetro de ferro.
4 - Explique o Jesus-homem e o Jesus-Deus.
Jesus é totalmente humano e totalmente divino. Possui duas naturezas distintas apesar de ser uma só pessoa.
Como Deus, Jesus é eterno, todo-poderoso, onisciente, onipresente, etc. Está misteriosamente unido ao Pai e ao Espírito Santo.
Como homem, o início de sua história está bem definido e descrito no Novo Testamento. Jesus nasceu de uma mulher, tendo sido concebido por obra do Espírito Santo. Para viver como homem, Jesus abriu mão, temporariamente, de muitas, senão de todas as suas prerrogativas divinas. Ele assumiu absolutamente a natureza humana com suas características e limitações. Nesse estado, ele sentiu fome, sede e cansaço. Sentiu alegria, tristeza, dor e passou pela morte. Ele foi tentado, mas não pecou.
Quanto voltou para junto do Pai, Jesus recuperou sua condição pré-humana em toda a plenitude sem, contudo, perder sua humanidade.
5 - Como os homens conhecerão a Deus, segundo Mateus 5:8,
e o que vem a ser isto ?
Só os limpos de coração verão a Deus. Conseqüentemente, por si mesmo, o homem não poderia conhecê-lo pois não há um justo sequer. Não há nenhum homem cujo coração nunca tenha se contaminado. Como então ocorrerá o conhecimento de Deus ? Através da pessoa de Jesus Cristo. Seu sacrifício foi o meio providenciado por Deus para que os nossos corações se tornassem limpos e assim pudéssemos nos tornar aptos para ver o Senhor na eternidade.
6 - Faça um texto de 15 a 18 linhas sobre a salvação através de Cristo.
O pecado de Adão criou a maior necessidade humana : salvação. O próprio homem vem tomando iniciativas durante toda a sua história no sentido de se salvar. O resultado foi o aparecimento de religiões e filosofias de vida. Nada disso foi capaz de salvar a humanidade. São "cisternas rotas, que não podem conter as águas." (Jr.2:13). Como disse o próprio Jeremias, o manancial das águas é Deus. Só dele poderia vir a salvação. Como seria isso ? Para haver salvação seria necessário antes a punição. Essa é a exigência da justiça divina : o pecado não pode ficar impune. Entretanto, nossa própria morte não seria expiatória nem teria efeito salvífico. Seria semelhante ao sacrifício de um animal imundo - abominação perante Deus. Por isso, o Senhor providenciou o Crodeiro para nos substituir. Situação essa, semelhante ao episódio do Moriá, quando surgiu um carneiro para morrer em lugar de Isaque. Assim, Jesus, o Cordeiro de Deus, morreu em nosso lugar para que fôssemos salvos. Tal efeito, entretanto, não é automaticamente imputado a toda a humanidade. A Bíblia diz que "quem crer e for batizado será salvo." (Mc.16:16). O sacrifício de Jesus só é válido para aquele que acredita nesse fato e se compromete com ele. Quando isso acontece, ocorre o novo nascimento . A partir daí, é necessário o desenvolvimento da salvação, que também pode ser chamado de crescimento espiritual. A salvação consiste no resgate do ser humano. Significa seu livramento do império das trevas, justificação O clímax da salvação será a glorificação dos nossos corpos, quando subiremos para estar eternamente com o Senhor nas moradas celestiais.

Duas perguntas têm desafiado a humanidade em toda a história de que se tem conhecimento. A primeira é: "De onde viemos?". Gênesis 1:1 apresenta claramente a resposta: "No princípio, criou Deus os céus e a terra" (Gênesis 1:1). Nenhuma outra resposta é tão lógica, e certamente não tem tanta autoridade quanto essa.
A resposta à segunda pergunta é muito mais difícil. "Por que estamos aqui?" Sem dúvida, a resposta se encontra na própria natureza de Deus, sobretudo no fato de que "Deus é amor" (1 João 4:8,16). O amor explica muitas coisas que não poderiam ser explicadas de outra forma, tanto nas questões humanas quanto nas operações de Deus.
A Natureza do Amor
O amor precisa ter um objeto. E, quanto mais esse objeto parecer conosco, mais nós o amaremos. Um cachorro é um animal de estimação melhor que um peixinho, porque o cachorro se assemelha mais aos homens em suas reações.
Nenhum cachorro ou outro animal, é claro, se compara ao ser humano. Adão fez um levantamento de todos os animais criados por Deus e os nomeou, "para o homem, todavia, não se achava uma auxiliadora que lhe fosse idônea" (Gênesis 2:20). Deus fez para ele uma mulher S ossos de seus ossos e carne de sua carne. Por fim, Adão teve uma ajudadora comparável a ele, um objeto perfeito de seu amor.
Outro fato sobre o amor é que, à medida que cresce, ele deseja uma multiplicação de objetos. Adão também serve de exemplo para isso. O seu amor por Eva levou ao nascimento de Caim, de Abel, de Sete e de outros "filhos e filhas".
A Natureza do Amor de Deus
"No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus . . . " (João 1:1). Ele era o objeto perfeito do amor de seu Pai, pois era perfeitamente comparável ao Pai. Seguindo o caráter do amor, no entanto, Deus queria muito mais filhos como Jesus. Então disse: "Façamos o homem à nossa imagem" (Gênesis 1:26). E o fizeram! Adão e Eva e toda a humanidade são o resultado do propósito amoroso de Deus.
Romanos 8:29-30
Criado à imagem de Deus, o homem adquiriu o poder de escolha. Deus devia ter sabido que nem todo homem optaria por ser o que Deus esperava dele, mas ele teve o pré-conhecimento de que alguns teriam esse desejo; e "aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos" (Romanos 8:29). Esse texto confirma o propósito de Deus para a nossa existência. Ele queria mais filhos como o primeiro filho.
Atos 17:26-27
"De um só fez toda a raça humana para habitar sobre toda a face da terra, havendo fixado os tempos previamente estabelecidos e os limites da sua habitação; para buscarem a Deus se, porventura, tateando, o possam achar, bem que não está longe de cada um de nós."
Uma das grandes maiores alegrias da paternidade é ver nosso filho pedir a nossa ajuda. Que pai não teve a satisfação de poder atender, com palavras de segurança e com um abraço tranqüilizador, a um filho que durante a noite lhe chamou com medo? Qual de nós nunca ficou emocionado de ouvir uma vozinha atrás de nós: "Estou seguindo as tuas pegadas"?
Deus desejava filhos que procurassem por ele, que o amasse de todo o coração, alma e mente (Mateus 22:37). Ele queria que fossem seus seguidores como filhos amados (Efésios 5:1). Ele queria vê-los obedecendo-lhe sempre para o bem deles (Deuteronômio 6:24). Ele ansiava conceder-lhes "toda boa dádiva e todo dom perfeito" (Tiago 1:17). E foi por isso que ele nos formou!
O Jardim do Éden
O Éden foi um paraíso enquanto Adão e Eva amavam e respeitavam a Deus. Era um paraíso, não tanto por causa da perfeição e da beleza física de Adão e de Eva, mas sim por causa da beleza da sua santidade. Não tanto por causa da falta de cardos e de abrolhos, mas mais por causa da falta de pecado. Não tanto por causa da presença da árvore da vida, mas mais por causa da "presença do Senhor Deus . . . por entre as árvores do jardim" (Gênesis 3:8). Na verdade, Deus habitava com o homem. Era o céu na terra.
Satanás viu o plano de Deus e decidiu afastar as criaturas de seu Criador. Em conseqüência das tentativas de Satanás, a humanidade está longe do que Deus desejava, e o mundo está longe de ser um paraíso. Mas Deus não abandonou seu propósito. Ele predestinou os que o amavam para serem chamados, justificados, glorificados e "conformes à imagem de seu Filho" (Romanos 8:28-29). E, tendo predeterminado isso, isso tem que acontecer, custe o que custar.
A Bíblia é a história da execução do plano de Deus apesar da oposição de Satanás. É a história do amor vencedor. Nenhuma decisão que possamos fazer é tão urgente como a decisão de amar aquele que nos amou primeiro e permitir que o seu propósito seja concretizado em nossa vida.

A SALVAÇÃO DO CRISTÃO
Porque pela graça sois salvos, por meio da fé, e isso não vem de vós, é dom de Deus. Efésios 2.8)
INTRODUÇÃO
Existem verdades importantes que todo crente deve saber sem
qualquer sombra de dúvida, se quiser ter uma vida feliz e vitoriosa.
Deve estar plenamente convencido, por meio da fé, no Salvador
crucificado e ressurreto, de que possui a salvação.
É necessário uma completa dependência da Palavra de Deus.
I - POR QUE O HOMEM PRECISA SER SALVO?
1. Porque é um pecador - Rm. 3.23; 5.12
2. Porque está condenado - Rm. 3.10; 19
3. Porque está morto no seu pecado - Ef. 2.1
II - O QUE É PRECISO FAZER PARA SER SALVO?
1. Arrepender-se - Lc. 13.3; At. 3.19
2. Crer no evangelho - Rm 1.16,17
3. Receber a Cristo como Salvador e Senhor - Jo.1.12
• Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido - Lc. 19.10
• Aquele que não conheceu pecado, Ele o fez pecado por nós - II Cor. 5.21
• Ele foi ferido pelas nossas transgressões e moído pelas
nossas iniquidades, o castigo que nos trás a paz estava sobre Ele. - Is. 53.5
4. Deve Confessar Jesus Cristo em público - Rm. 10.9,10
Portanto, todo aquele que me confessar diante dos homens, eu
também o confessarei diante do meu Pai que está nos céus
(Mt. 10.32).
Após a confissão, sua vida toma novo rumo,
VOCÊ PASSA A TER COMPROMISSO COM CRISTO E COM A SUA IGREJA.
Envergonhar-se de Cristo, é o mesmo que negligenciar e fracassar
na vida espiritual. Jamais devemos fazer isso, pois se assim
agirmos, seremos envergonhados por Cristo, diante do Pai -
Mc. 8.38.
LEMBRE-SE:
a) A salvação não vem pelas obras - Rm. 3.28; Gl. 2.16; Ef. 2.8,9
b) A salvação não está na Igreja - At. 4.12
c) A Salvação não vem pelo batismo - Rm. 6.3,4
DE ACORDO COM JOÃO 1.13:
• O nascimento natural não torna uma pessoa cristã.
"Não nasceram do sangue".
• Não se faz um cristão através dos pais terrenos, eles podem
conduzir seus filhos no caminho certo,
mas não podem torná-los cristãos.
• Obras de caridade não tornam uma pessoa cristã. O maior
engano, é achar que boas obras levam à salvação da alma.
“Nem da vontade da carne”.
• Milhares de pessoas se acham cristãs simplesmente por
fazerem parte de uma igreja, mas a salvação não vem por
vontade da carne. (Ef. 2.8)
• Sacramentos religiosos não tornam uma pessoa cristã.
“Nem da vontade do homem”.
• Ninguém pode fazer um cristão, não importa o seu nível sócio-
cultural. É incorreto pensar que um líder religioso faz um
cristão através de atos religiosos. O cristão verdadeiro é
aquele que nasce de Deus (I Jo. 5.1)
III - O QUE ACONTECEU QUANDO EU FUI SALVO?
1. Fui perdoado e justificado - Atos 13.38; Ef. 1.7
2. Tornei-me filho de Deus - Gl. 3.26
3. Comecei a viver uma nova vida - II Cor. 5.17.
Como temos visto, a palavra CRISTÃO não se aplica a qualquer
pessoa. Milhares de pessoas dizem ser cristãs e não têm nenhum
compromisso com Cristo. Por isso, para ser verdadeiro cristão é
necessário Cristo viver em sua vida.
Nem todo o que me diz Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus,
mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus (Mt. 7.21)
IV - A SALVAÇÃO PERMANECERÁ?
1. Cristo prometeu a vida eterna - Jo. 10.28
2. Cristo nunca o abandonará - Hb. 13.5
3. Cristo nunca falhará - Fl. 1.6
Devemos confiar inteiramente na palavra de Deus. Nossa salvação
só tem fundamento nas Escrituras. Não é uma questão de
sentimento, mas sim, de fé na palavra de Deus que é imutável.
• O céu e a terra passarão mas as minhas palavras não hão de
passar - Mt. 24.35 (Leia também I Pd. 1.25)
VERSÍCULOS PARA MEMORIZAR
• AMOR
- Mas Deus dá prova do seu amor para conosco, em que, quando
éramos pecadores, Cristo morreu por nós. (Romanos 5.8)
• GRAÇA
- Porque pela graça sois salvos, por meio da fé, e isso não vem
de vós, é dom de Deus (Efésios 2.8)
• FÉ
- Concluímos pois que, o homem é justificado pela fé sem as obras
da lei (Romanos 3.28)
• VIDA
- Em verdade, em verdade vos digo: aquele que crê tem a vida eterna (João 6.47)

Judaísmo Messiânico não é um movimento completamente novo, mas antes a ressurreição de um movimento muito antigo. A identidade descrita sob o termo "Judaísmo Messiânico" era a identidade dos apóstolos e a comunidade de seguidores judeus "do Caminho" no primeiro e segundo séculos. Judaísmo Messiânico é considerado por seus partidários como a mais recente fase no desenvolvimento histórico do autêntico Judaísmo Bíblico. É a religião de Abraão, Moisés, Davi, e dos profetas, cumprida pela vinda de Yeshua (Jesus) o Messias.
EM QUE O JUDAÍSMO MESSIÂNICO É DIFERENTE DO JUDAÍSMO TRADICIONAL? Quanto ao Judaísmo Messiânico, o Judaísmo que acredita em Yeshua (Jesus) como Messias, os fatos são como segue:
A autoridade exclusiva para fé e prática é a Bíblia e consiste do Antigo e Novo Concerto. O Judaísmo tradicional ensina que o Tanach (Escrituras hebraicas) e o Talmud são a Palavra Eterna de Deus, que ao Novo Testamento falta esta autoridade, e aquele Yeshua não é o Messias. O Judaísmo Messiânico, em contraste, ensina que o Tanach e as Escrituras do Novo Testamento são junto a Palavra Eterna de Deus, que o Talmud não tem esta autoridade, e que Yeshua é o Messias.
QUAL É A DIFERENÇA ENTRE O JUDAÍSMO MESSIÂNICO E O CRISTIANISMO TRADICIONAL ? Durante 19 séculos, com raras exceções, tinha-se tornado habitual colocar o Cristianismo acima e contra o Judaísmo, como sua Antítese. Desde o segundo século, muito se ensinou na Igreja que o Cristianismo é uma religião separada e distinta de Judaísmo. Embora os cristãos biblicamente fundamentados reconheçam que isto foi um erro, ainda é uma visão fortemente defendida entre muitas igrejas. Esta perspectiva promoveu a doutrina anti-bíblica segundo a qual as Escrituras hebraicas foram substituídas historicamente pelo Novo Testamento, que a Igreja substituiu Israel como as pessoas do pacto de Deus, e que aquele primeiros discípulos de Yeshua foram convertidos da religião judaica para uma nova religião chamada Cristianismo. O Judaísmo Messiânico, em contraste, acredita que Yeshua não veio estabelecer uma nova religião, mas de fato cumprir uma antiga (Mateus 5:17). Defende a visão de que o Novo Testamento é uma continuação das Escrituras hebraicas (2 Timóteo 3:16), e enfatiza o amor de Deus e fidelidade para as pessoas judias (Romanos 11), ensinando aquele gentios a compartilhar (não assumir) as bênçãos que Deus deu a Israel (Romanos 15:27). Finalmente, o Judaísmo Messiânico combate a idéia de que aquelas pessoas judias que seguem Yeshua se tornam convertido a outra religião, mas de fato permanecem judeus, judeus Messiânicos (Colossenses 4:11).
O QUE É UMA CONGREGAÇÃO JUDAICA MESSIÂNICA? Imagine uma sinagoga onde o rabino, anciãos e toda a congregação praticam os ensinos das Escrituras Hebraicas e o Novo Testamento. Esta é uma congregação Judaica Messiânica. Joseph Rabinowitz estabeleceu a primeira Sinagoga Messiânica conhecida dos tempos modernos em Kischineff, Rússia, 1882. Foi chamada "Sinagoga da Congregação de Israelitas do Novo Conserto." COMO AS CONGREGAÇÕES JUDAICAS MESSIÂNICAS SATISFAZEM AS NECESSIDADES DAS PESSOAS JUDIAS? "Como a um judeu será permitido manter a sua herança de Shabbat e festas enquanto estiver seguro ao pilar da revelação em Yeshua? Como um judeu permitirá aos seus filhos o crescerem com um senso de herança, ter um Bar Mitzvah e manter um envolvimento contínuo na comunidade judaica? A Sinagoga não abrirá sua porta para treinar as suas crianças e a maioria de igrejas locais não proverá isto. Como então? A resposta é claramente congregacional, para uma pessoa comum pode ser muito difícil ou até inadequado conseguir isto sozinho, ou através de simples encontros mensais ".
Os judeus são chamados por Deus para serem um povo especial e duradouro (Jeremias 31:35-36). Então, é importante para os judeus messiânicos manterem a sua identidade judaica e passar esta herança para a próxima geração. As Congregações Judaicas messiânicas ajudam a realizar isto dos seguintes modos: Rabino/Rosh
As Congregações Judaica messiânicas provêem uma base de liderança que pode dar visão, conhecimento, sabedoria, discernimento e aconselhamento aos membros da comunidade com respeito a fé bíblica e estilo de vida judaico.
As Congregações Judaicas messiânicas estimulam o comer as comidas biblicamente limpas.
Vestuário
As Congregações Judaicas messiânicas provêem um ambiente onde os homens podem usar o kippa (coberta de cabeça), tallit (manto de oração), tsitsit (franjas) e tefillin (filactérios). As mulheres às vezes também usam cobertas de cabeça apropriadas.
Símbolos
As Congregações Judaicas messiânicas apreciam objetos judaicos e símbolos que servem como lembranças das Escrituras e identidade judaica. Estes incluem Rolos da Torah, cálices de kiddush, menorás de sete braços, etc.
Música
As Congregações Judaicas messiânicas usam formas judaicas de música nos seus serviços e celebrações. Eles também têm amor pelo povo israelita e pela dança Chassídica.
Siddur
As Congregações Judaicas messiânicas incorporam nos seus serviços elementos selecionados do Siddur, o livro de oração judeu tradicional.
Comunidade
As Congregações Judaicas messiânicas são ativamente envolvidas na comunidade judaica local. Eles encorajam que os seus membros visitem outras sinagogas, assistam seminários em assuntos judaicos, e se afiliem a organizações filantrópicas judaicas.
Hebraico
As Congregações Judaicas messiânicas na diáspora estimulam a aprender hebraico como um segundo idioma. Os seus membros são estimulados a assistir aulas de hebraico, conversam com locutores fluentes e aprendem a liturgia hebraica.
Israel
As Congregações Judaicas messiânicas vêem Israel como uma pátria judaica. Os membros freqüentemente apoiam financeiramente a nação, participam de excursões anuais, e consideram fazer aliyah (retornar à terra).
Circuncisão
As Congregações Judaicas messiânicas promovem a prática bíblica do britmilah (mandamento da circuncisão) para crianças judias.
Crianças
As Congregações Judaicas messiânicas proporcionam para as crianças instrução nas Escrituras, e no significado e importância de viver um estilo de vida judaico bíblico. Freqüentemente, esta educação conduz para Bar Mitzvah ou Bat Mitzvah (uma cerimônia de passagem).
Educação de adulto
As Congregações Judaicas messiânicas buscam corrigir esta visão equivocada de Yeshua através do ensino, estimulando a pesquisa em fontes primárias como o Testamento Novo, e fontes secundárias, inclusive os escritos de Josefo, livros não-canônicos, targums aramáicos, literatura rabínica antiga e achados arqueológicos como os Rolos do Mar Mortos. Trabalhos contemporâneos sobre o Jesus histórico e o lugar do Messias no Judaísmo são valiosas fontes adicionais. As Congregações Judaicas messiânicas acreditam que a história apoia a perspectiva delas, e que esses que pesquisam a vida de Yeshua e seus ensinos, em última instância chegarão à mesma conclusão.

Tendo terminado a Festa da Páscoa e tendo sido proferidos o discurso de João 14-16 e a oração de João 17, Jesus atravessou o vale com os onze discípulos para o monte das Oliveiras. Muitas vezes ele se retirou para aquele monte e ia até o jardim do Getsêmani para descansar, orar e ter momentos de comunhão com os discípulos, muitas vezes também passando a noite ali (Lucas 21:37; João 18:2). Essa noite era diferente. Ele estava bem consciente do que lhe esperava. Ele já tinha sido traído por um de seus apóstolos e vendido por 30 moedas de prata; o impetuoso Pedro o negaria três vezes antes do galo cantar na manhã seguinte; os demais apóstolos se espalhariam como ovelhas sem pastor; ele passaria pela farsa de um julgamento, seria despido, açoitado, esbofeteado, cuspido e por fim crucificado. Sabendo plenamente tudo o que estava para acontecer, ele procurou um lugar solitário para orar.
Jesus deixou oito dos discípulos na entrada do jardim e disse: "Assentai-vos aqui, enquanto eu vou ali orar" (Mateus 26:36). Depois levou Pedro, Tiago e João consigo para o jardim. Então aconteceu aquela espantosa e misteriosa agonia: ele começou a ficar profundamente triste, como se estivesse para morrer. Ele se virou para os três e disse: "Ficai aqui e vigiai comigo" (Mateus 26:38). Afastando Jesus só um pouco deles (Lucas 22:41), caiu com o rosto em terra e orou: "Meu Pai, se possível, passe de mim este cálice! Todavia, não seja como eu quero, e sim como tu queres" (Mateus 26:39).
O nosso Senhor estava prestes a andar pelo "vale da sombra da morte" e era como uma tempestade que estava sobre ele. Será que estava com medo de morrer? Terá sido esse o motivo de sua agonia? Seria a morte o "cálice" que ele queria que fosse afastado? Podemos estar quase certos de que não era apenas o medo de morrer que o deixou "em agonia" enquanto "seu suor se tornou como gotas de sangue caindo sobre a terra" (Lucas 22:44). Muitos entre o povo de Deus e mesmo alguns ímpios encontraram-se com a morte e hesitaram com medo; mas sabemos com que segurança e tranqüilidade o Senhor suportou a vergonha da cruz.
Não podemos compreender todo o significado dessa agonia por demais tremenda, mas devemos constantemente contemplá-la com respeito e gratidão. Se não fosse o Getsêmani, nunca teria havido o Calvário. Ele tinha o poder de convocar 10 mil anjos e gritar "Chega" a qualquer momento, mas ele passou por tudo aquilo por você e por mim. Onde ele conseguiu força para não desistir? Na epístola aos hebreus, temos mais alguns detalhes comoventes: "Jesus, nos dias da sua carne, tendo oferecido, com forte clamor e lágrimas, orações e súplicas a quem o podia livrar da morte e tendo sido ouvido por causa da sua piedade, embora sendo Filho, aprendeu a obediência pelas cousas que sofreu" (Hebreus 5:7-8). Jesus orou intensamente e verteu lágrimas. Desceu um anjo do céu para consolá-lo e fortalecê-lo, cumprindo Salmo 91:11. Jesus pediu que o "cálice" fosse afastado, mas ele não o foi. Ele ainda tinha de tomar do cálice, mas com a força do Pai e o consolo do anjo, ele teve condições de suportá-lo.
Poucos dias antes dessa agonia no jardim, a impenitência de Jerusalém tinha-lhe arrancado algumas lágrimas; e agora, quando a profunda perversidade dos homens, os pecados dos apóstolos e das autoridades de seu próprio país achavam-se ao seu redor, é bem possível que ele tenha agonizado diante dessa desalentadora perspectiva. Ele tinha amado aquelas pessoas. Ele tinha descido do céu para salvá-las, e elas se apressavam para o pecado mortal, para a completa ruína. Jesus estava bem consciente do fato de que ele seria feito pecado por todo o mundo. Isaías informa-nos que "o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos" (Isaías 53:6). Paulo disse: "Aquele que não conheceu pecado, ele [Deus] o fez pecado por nós" (2 Coríntios 5:21). Uma vez que Deus o fez pecado por todo o mundo, podemos estar certos de que todos os pecados desde o primeiro, cometido por Eva, até o último a ser cometido pelo último homem S todos se fizeram um só fardo de terror acumulado sobre "o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo". Aquele que não tinha pecado estava prestes a ser a nossa oferta pelo pecado. Ele sabia que, por causa de nossos pecados, Deus, o Pai, haveria de abandoná-lo por um breve instante. Na cruz, Jesus exclamou: "Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?". Embora Deus o amasse como Filho, teve de voltar as costas para Jesus por causa dos nossos pecados.
Jesus veio aos apóstolos como se buscasse a compreensão e a afeição deles, em seu isolamento e em sua profunda tristeza. Mas eles dormiam. "Esperei por piedade, mas debalde; por consoladores e não os achei" (Salmo 69:20). Ele disse a Pedro: "Então nem uma hora pudestes vós vigiar comigo?" (Mateus 26:40). A tentação estava bem perto. Eles precisavam estar atentos; eles precisavam orar.
Três vezes ele agonizou em oração. Com tranqüilidade, ele pôde por fim dizer: "Se não é possível passar de mim este cálice sem que eu o beba, faça-se a tua vontade". Era chegada a sua hora, e ele estava pronto. Ele tinha educa-do a sua vontade humana chegando à completa resignação, à harmonia abso-luta com a vontade do Pai. Ele estava pronto para morrer por você e por mim.